Então, tento dormir depois do almoço, mas não consigo, um sonho vespertino me coloca em um naufrágio ridículo. Esta ali vestido de oficial, as janelas aos poucos virando escotilhas e de fora apenas a visão de botes inatingíveis sobre a água. Acordo sufocado com o gosto do almoço excessivamente temperado, misto de dispnéia e náusea.
A carona de volta no primeiro dia de trabalho para fora é interrompida por um pneu furado, mas ai não é mais sonho, e a sensação de mal estar revolta.
Serotonina, amitriptilina, se continuar assim vou retomar meus hábitos, carta acalma se acertar os naipes, mas a química é soberana sobre a carne.
Diário da MOrsa






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